segunda-feira, 9 de julho de 2012


Contar histórias... que arte maravilhosa descobri! Uma entrega plena do nosso corpo, da nossa voz, dos nossos gestos, do nosso olhar a um conto, para quem quer abrir o coração e se deixar levar pelo mundo da fantasia, pelo encanto das histórias, pela liberdade da imaginação, pelos sons da alma. Qualquer um pode escutar, pode sentir no seu coração este fascínio dos contos, para isso basta abrir o coração e deixar-se levar...
E tantos corações grandes e pequenos se abrem ao som das histórias. Como sabe bem, ver aqueles olhares vivos e atentos de curiosidade. Basta que o narrador sinta verdadeiramente o conto, que ame cada palavra, que sinta cada som, cada cheiro da história para a poder narrar com a alegria necessária. Sem amor nada se faz. Nem um conto pode ser narrado, se não for amado por quem o transmite. O contador de histórias traduz no seu olhar a beleza de uma princesa, o medo por um fantasma, o mistério de um barco de piratas, o amor de uma amizade, a alegria de uma brincadeira. O contador de histórias é o livro aberto. Aquele que ama o conto e dá o conto para ser amado.

domingo, 1 de julho de 2012


Queria sorrir Queria sorrir e deixar espalhar a luz da alegria. Mas a alegria não está em mim. Perdeu-se nas minhas veias, escoa pelo meu sangue e gela a minha alma, o meu coração. Não consigo sorrir se vejo tristeza e desalento. Meu coração está ferido, magoado com tanto desassossego, tanta falta de respeito, tanta falta de amor. Porquê somos tão diferentes? Nas coisas do coração e do amor ao próximo, podíamos ser iguais e não magoar, não queimar de sofrimento a vida a nós oferecida. Se algo é tão puro, simples, sincero e único como o amor, porquê não o entregamos ao outro da mesma forma, sem querer nada em troca, sem pedir e sem ferir. Eu só queria ver-te sorrir...para eu poder sorrir. Queria ver o brilho no teu olhar...para eu brilhar contigo. Queria ver-te feliz...para eu ser feliz. Nada mais importa. O verdadeiro valor está no amor, de um Pai, de uma Mãe, de um Irmão, de um Filho, de um Amigo... Se sentirmos esse calor, esse amor, esse raio de luz, somos um sol ardente para o outro ao nosso lado. Somos vida, somos esperança. Somos margaridas abertas ao sol numa manhã de Primavera. Somos um arco-íris reluzente que nasce no horizonte por meio de gotas de água que refrescam a vida. Somos vida. Eu só queria sorrir, para contigo ser feliz.