terça-feira, 5 de junho de 2012


Inocência Como cresceste tão rápido...como deixaste de ser uma menina e agora brotas como uma rosa cheia de perfume nesta vida. E paro para pensar, como tudo muda tão de repente. Num abrir e fechar de olhos és a minha menina que chora e sorri nos meus braços, que agarra os meus cabelos com os seus dedos pequeninos e singelos e num ápice teu corpo amadureceu e espreita com outro sorriso para as maravilhas da vida, num olhar curioso e misterioso. Uma pequena senhora tenho ao meu lado... e a vontade de te abraçar é enorme, para não te perder, para não deixar que a vida te leve de mim como eu um dia me soltei dos braços de minha mãe. Um ciclo de vidas, uma roda de heranças familiares se torna o nosso caminho, o nosso viver. A tua inocência de menina pequenina e pura se transforma numa libertação de sentimentos, emoções, revoltas, medos, angústias, anseios e desejos. A minha menina cresce a olhos vistos... A minha menina é uma mulher do amanhã, do futuro. E como desejo e luto para que ela seja uma Senhora, uma Mulher de verdade, nos seus actos, nas suas palavras. Que saiba estender a mão, oferecer e dar. Que saiba valorizar o outro ao seu lado. E neste mundo cruel, muitas vezes impiedoso, peço para não perderes a tua inocência de menina, de criança. Para teres sempre esse brilho no olhar, esse coração quente e apaixonado e lutes pelos sonhos. Como cresceu a minha menina...como sorri para a vida a pensar num futuro promissor. Se encontrares pedras no caminho, não saltes por cima delas mas embarra nelas para sentires as vitórias e aprenderes a superar e a lutar nas dificuldades. A minha menina floriu como uma orquídea, tão bela, tão inocente, tão delicada. Mas serás para sempre a minha menina, o meu bebé, a minha vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário